Questão 15 — UNESP 2023
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O adolescente apresenta múltiplos sinais de alarme para neoplasia linfoproliferativa: linfonodomegalia com três meses de evolução, crescimento progressivo, localização supraclavicular, consistência endurecida, diâmetro de aproximadamente 5 cm, ausência de dor e sintomas sistêmicos como febre e perda ponderal importante.
Nesse contexto, a conduta correta é biópsia excisional do linfonodo para estudo histopatológico, alternativa C. Em suspeita de linfoma, preservar a arquitetura nodal é fundamental para classificação morfológica e realização de imunohistoquímica, razão pela qual a biópsia excisional costuma ser preferida quando tecnicamente viável.
Antibioticoterapia empírica e observação são apropriadas em adenopatias com perfil infeccioso benigno, mas não quando há características tão sugestivas de malignidade. Hemograma, DHL, exames de imagem e outros testes complementam o estadiamento, enquanto a biópsia de medula óssea pode ser indicada posteriormente em situações selecionadas. O diagnóstico tecidual do linfonodo suspeito é o passo decisivo.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Linfonodo supraclavicular endurecido, progressivo, grande e associado a sintomas B não deve ser tratado empiricamente apenas com antibiótico.
- B: Incorreta. Observação é inadequada diante de sinais de alarme para malignidade e evolução há três meses.
- C: Correta. Biópsia excisional preserva a arquitetura do linfonodo e é o método preferido para diagnóstico histopatológico de possível linfoma.
- D: Incorreta. Hemograma é útil, mas biópsia de medula não substitui a biópsia do linfonodo suspeito como etapa diagnóstica inicial.
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