Questão 21 — UNESP 2023
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A alternativa A está correta. No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum inferior a 92 mg/dL não preenche critério para diabetes mellitus gestacional. Embora a paciente tenha fatores de risco — obesidade e antecedente de macrossomia fetal — o valor de 88 mg/dL é normal para o rastreamento inicial.
Quando não há diagnóstico de diabetes manifesto ou de diabetes gestacional na primeira avaliação, o próximo passo é realizar teste oral de tolerância à glicose com 75 g entre 24 e 28 semanas. Nesse exame, os pontos de corte utilizados habitualmente são jejum ≥92 mg/dL, 1 hora ≥180 mg/dL ou 2 horas ≥153 mg/dL; um único valor alterado estabelece o diagnóstico.
O antecedente obstétrico aumenta a vigilância, mas não substitui os critérios diagnósticos. A alternativa B usa teste de 100 g, associado a estratégias diagnósticas diferentes e não ao protocolo de uma etapa cobrado. A C trata uma paciente sem diagnóstico confirmado. A D posterga indevidamente o rastreio. O raciocínio é: rastreamento inicial negativo → TOTG 75 g no segundo trimestre.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Glicemia de jejum de 88 mg/dL no início da gestação é normal; a paciente deve realizar TOTG 75 g entre 24 e 28 semanas.
- B: Incorreta. O rastreio inicial não é positivo e o teste recomendado é o TOTG de 75 g, não o esquema de 100 g.
- C: Incorreta. A glicemia de 88 mg/dL não estabelece diabetes gestacional e não justifica tratamento como caso confirmado.
- D: Incorreta. Em rastreio inicial negativo, a reavaliação padrão é entre 24 e 28 semanas, não apenas após 32 semanas.
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