Questão 22 — UNESP 2023
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A alternativa B integra corretamente os três pontos. O índice de choque é calculado por FC/pressão arterial sistólica: 110/100 = 1,1. Em obstetrícia, ele ajuda a reconhecer repercussão hemodinâmica precocemente, mesmo antes de hipotensão profunda.
O útero está hipotônico após o parto, caracterizando atonia uterina, principal causa de hemorragia pós-parto. A paciente tinha polidrâmnio e feto grande para a idade gestacional, ambos responsáveis por sobredistensão uterina e maior risco de falha da contração miometrial após a dequitação.
O manejo deve ser imediato e simultâneo: massagem uterina, acesso venoso, avaliação hemodinâmica e administração de ocitocina como uterotônico de primeira linha. O ácido tranexâmico deve ser administrado precocemente em hemorragia pós-parto, idealmente nas primeiras 3 horas, pois reduz morte por sangramento. Outras drogas uterotônicas e medidas mecânicas/cirúrgicas são escalonadas conforme resposta. A questão combina cálculo simples, identificação do fator de risco e tratamento inicial da atonia.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. O índice de choque é 110/100 = 1,1; além disso, metilergometrina não é a primeira escolha e requer cautela em hipertensão.
- B: Correta. O índice de choque é 1,1; polidrâmnio e feto GIG causam sobredistensão uterina, e atonia é tratada inicialmente com uterotônico e tranexâmico.
- C: Incorreta. O índice de choque não é 1,83; esse valor resultaria de relação diferente entre frequência cardíaca e pressão sistólica.
- D: Incorreta. O índice está correto, mas o principal fator predisponente descrito é a sobredistensão uterina, não o diabetes isoladamente.
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