Questão 23 — UNESP 2023
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A gestante apresenta pré-eclâmpsia com sinais de gravidade: pressão diastólica de 110 mmHg, cefaleia persistente, escotomas e dor epigástrica/náuseas. Esses sintomas sugerem envolvimento neurológico e hepático e indicam risco elevado de eclâmpsia e outras complicações materno-fetais.
A conduta imediata inclui sulfato de magnésio para prevenção de convulsões e tratamento da hipertensão aguda grave com medicação de ação rápida, como hidralazina intravenosa, labetalol ou nifedipino de liberação imediata conforme protocolo e disponibilidade. O objetivo não é normalizar abruptamente a pressão, mas reduzir o risco de acidente vascular cerebral e outras lesões de órgão-alvo.
Metildopa é útil no manejo crônico, porém tem início de ação lento. Fenitoína e benzodiazepínicos são alternativas em situações excepcionais, não superiores ao magnésio para eclâmpsia. Inibidores da ECA são fetotóxicos e contraindicados. Depois da estabilização materna, deve-se planejar a resolução da gestação considerando idade gestacional e condições materno-fetais; com 35 semanas e sinais de gravidade, a tendência é interrupção após estabilização.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Fenitoína não é fármaco de escolha para prevenção de eclâmpsia e metildopa não é adequada para controle agudo de hipertensão grave.
- B: Incorreta. Benzodiazepínicos não substituem sulfato de magnésio como profilaxia/tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia grave.
- C: Correta. Sulfato de magnésio previne eclâmpsia e hidralazina intravenosa é opção para tratar hipertensão aguda grave.
- D: Incorreta. Inibidores da ECA são contraindicados na gestação e não devem ser usados para controle pressórico neste cenário.
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