Questão 25 — UNESP 2023
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A alternativa D é a melhor conduta inicial. Sangramento vaginal e cólica no primeiro trimestre constituem uma síndrome com várias possibilidades: ameaça de abortamento, abortamento em evolução, gestação ectópica, causas cervicais e outras. Antes de rotular o quadro, é necessária avaliação clínica e exame ginecológico.
O exame especular permite identificar a origem do sangramento, presença de produtos ovulares, lesões cervicais e quantidade de sangue. A avaliação do colo uterino ajuda a diferenciar, por exemplo, ameaça de abortamento — em que o colo permanece fechado — de abortamento inevitável/em curso, em que pode haver dilatação cervical. A estabilidade hemodinâmica e a presença de sinais peritoneais também orientam urgência.
A ultrassonografia transvaginal e a dosagem de beta-hCG são ferramentas importantes, especialmente para confirmar localização e vitalidade da gestação, mas a afirmativa de que a ultrassonografia seria a única forma de estabelecer hipótese é excessiva. Progesterona não deve ser prescrita com diagnóstico presumido de abortamento inevitável, e encaminhamento terciário depende de gravidade e achados. A questão valoriza a avaliação clínica inicial organizada.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Sangramento e cólica não permitem classificar abortamento inevitável nem indicam progesterona automaticamente.
- B: Incorreta. A paciente está estável e ainda não há diagnóstico estabelecido que exija encaminhamento terciário imediato.
- C: Incorreta. A ultrassonografia é muito útil, mas não é a única forma de formular a hipótese; exame ginecológico fornece informações essenciais.
- D: Correta. Exame especular e toque, quando apropriado, ajudam a definir origem do sangramento, aspecto do colo e hipótese diagnóstica.
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