Questão 26 — UNESP 2023
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O quadro é típico de descolamento prematuro da placenta (DPP): hipertensão materna, dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro e aparecimento de dificuldade para auscultar os batimentos fetais. O DPP costuma cursar com hipertonia/taquissistolia uterina e sofrimento fetal por perda aguda da superfície de troca placentária.
Com 36 semanas, feto vivo e sinais de comprometimento fetal, a prioridade é resolução imediata da gestação. Se o parto vaginal não for iminente, a cesariana de emergência é geralmente indicada. A amniotomia pode ser realizada em determinados cenários para reduzir a distensão uterina e facilitar a progressão do parto, mas não deve atrasar a via mais rápida diante de sofrimento fetal.
Placenta prévia, por contraste, apresenta classicamente sangramento vermelho vivo e indolor, e o toque vaginal digital deve ser evitado até excluir essa possibilidade. A deterioração abrupta com dor e sangramento escuro torna o DPP muito mais provável. A questão exige reconhecer a emergência obstétrica e priorizar estabilização materna e nascimento rápido.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Dor súbita, sangramento escuro, hipertensão e comprometimento fetal sugerem DPP; com feto vivo em sofrimento, a resolução deve ser imediata.
- B: Incorreta. Taquissistolia isolada não explica o sangramento escuro e a deterioração súbita da condição fetal.
- C: Incorreta. Amniotomia não é indicada como simples tratamento de taquissistolia e o quadro é compatível com descolamento placentário.
- D: Incorreta. Placenta prévia tipicamente cursa com sangramento vermelho vivo e indolor; toque vaginal seria contraindicado se essa hipótese fosse provável.
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