Questão 38 — UNESP 2023
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O abscesso tubo-ovariano é complicação grave da doença inflamatória pélvica e geralmente exige internação, antibioticoterapia de amplo espectro e observação clínica estreita. A alternativa A identifica situações de maior gravidade em que o tratamento invasivo se torna necessário: sepse, ruptura do abscesso e coleções muito volumosas.
Pacientes estáveis podem iniciar antibiótico parenteral com cobertura para gonococo, clamídia, anaeróbios, gram-negativos e estreptococos. A ausência de melhora em aproximadamente 48–72 horas deve levar à reavaliação para drenagem guiada por imagem ou abordagem cirúrgica, além de revisão diagnóstica.
A doença é tipicamente polimicrobiana. Actinomyces israelii pode estar associado ao uso prolongado de DIU, mas não é o principal agente de todos os abscessos. Manejo ambulatorial isolado é inadequado para a maioria das pacientes com abscesso tubo-ovariano confirmado, devido ao risco de ruptura, peritonite e sepse.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Sepse, ruptura do abscesso ou grande volume tumoral são cenários em que intervenção cirúrgica/drenagem urgente deve ser considerada.
- B: Incorreta. Abscesso tubo-ovariano geralmente requer internação e antibiótico parenteral inicial, mesmo em pacientes inicialmente estáveis.
- C: Incorreta. Falha clínica após 48–72 horas demanda reavaliação para drenagem/intervenção, não apenas repetição de marcadores inflamatórios.
- D: Incorreta. A etiologia costuma ser polimicrobiana e relacionada à flora genital; Actinomyces é associação específica, sobretudo com DIU prolongado.
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