Questão 41 — UNESP 2023
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A alternativa D está correta. O conceito central é diferenciar emergência hipertensiva de elevação grave da pressão sem dano agudo de órgão-alvo. Na emergência, a hipertensão está acompanhada de lesão aguda potencialmente fatal e exige monitorização e tratamento intravenoso com redução controlada da pressão.
São exemplos clássicos: encefalopatia hipertensiva, hemorragia intracerebral, edema agudo de pulmão/falência ventricular esquerda, dissecção aguda de aorta, síndrome coronariana aguda, eclâmpsia e crises catecolaminérgicas, como feocromocitoma ou algumas intoxicações por drogas simpaticomiméticas.
Na chamada urgência hipertensiva, apesar dos níveis elevados, não há lesão aguda progressiva de órgão-alvo; a redução pode ser feita de maneira mais gradual, frequentemente com medicação oral e ajuste terapêutico. Por isso, frases que exigem queda pressórica em minutos numa urgência estão erradas. A velocidade e a meta de redução também dependem do órgão acometido: dissecção de aorta e eclâmpsia, por exemplo, possuem alvos e fármacos específicos.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. A terminologia de hipertensão acelerada/maligna envolve dano retiniano grave, mas a definição apresentada é incompleta e não é a melhor opção.
- B: Incorreta. Dano agudo de órgão-alvo caracteriza emergência hipertensiva, não urgência, e requer redução controlada com fármaco intravenoso.
- C: Incorreta. Urgência hipertensiva não exige redução da pressão em minutos; isso é típico de emergência com lesão aguda de órgão-alvo.
- D: Correta. Edema agudo/falência ventricular, hemorragia intracerebral, crise adrenérgica e eclâmpsia são exemplos de emergência hipertensiva.
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