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UNESP 2023

Questão 48 — UNESP 2023

Clínica Médica Pneumologia Doenças Obstrutivas
Homem de 61 anos retorna em consulta ambulatorial com queixa de dispneia aos moderados esforços e pouca tosse seca. Relata exacerbação do quadro há 2 meses com necessidade de internação por 1 semana. Atualmente sem suplementação de oxigênio. AP: tabagismo prévio de 30 anos-maço. Em uso regular de formoterol 12 mcg de 12/12h. Espirometria (valores após broncodilatador): VEF1/CVF = 62 e VEF1 = 49%. A melhor conduta é
A manter monoterapia com formoterol 12 mcg de 12/12h.
B associar budesonida 400 mcg de 12/12h.
C associar tiotrópio 2,5 mcg 2 jatos 1 vez ao dia.
D associar salbutamol spray 2 jatos na crise.
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Resposta Correta C
Comentário

O paciente tem obstrução persistente ao fluxo aéreo (VEF1/CVF 62%) compatível com DPOC, apresenta dispneia aos esforços e teve internação por exacerbação há dois meses apesar de LABA isolado. A intensificação apropriada é associar um antimuscarínico de longa ação (LAMA), como tiotrópio, à broncodilatação de longa ação já utilizada.

A combinação LABA + LAMA melhora função pulmonar, sintomas e prevenção de exacerbações em comparação à monoterapia. Corticoide inalatório é considerado principalmente em pacientes com exacerbações recorrentes e maior probabilidade de resposta, frequentemente estimada pela contagem de eosinófilos, ou quando há asma concomitante.

Salbutamol pode ser prescrito para alívio rápido, mas não é suficiente como única mudança após uma exacerbação que exigiu hospitalização. Além da farmacoterapia, devem ser reforçados cessação do tabagismo, vacinação, técnica inalatória, reabilitação pulmonar e avaliação de oxigenoterapia quando houver hipoxemia crônica documentada.

Análise das alternativas:

  • A: Incorreta. Persistência de dispneia e internação recente indicam controle insuficiente com LABA isolado.
  • B: Incorreta. Corticoide inalatório não é a primeira associação apenas pela obstrução; sua indicação depende de exacerbações, eosinófilos e características clínicas.
  • C: Correta. Associar LAMA ao LABA melhora broncodilatação e reduz sintomas/exacerbações em DPOC persistente.
  • D: Incorreta. SABA pode ser medicação de resgate, mas não substitui a intensificação da terapia de manutenção após exacerbação grave.

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