Questão 48 — UNESP 2023
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O paciente tem obstrução persistente ao fluxo aéreo (VEF1/CVF 62%) compatível com DPOC, apresenta dispneia aos esforços e teve internação por exacerbação há dois meses apesar de LABA isolado. A intensificação apropriada é associar um antimuscarínico de longa ação (LAMA), como tiotrópio, à broncodilatação de longa ação já utilizada.
A combinação LABA + LAMA melhora função pulmonar, sintomas e prevenção de exacerbações em comparação à monoterapia. Corticoide inalatório é considerado principalmente em pacientes com exacerbações recorrentes e maior probabilidade de resposta, frequentemente estimada pela contagem de eosinófilos, ou quando há asma concomitante.
Salbutamol pode ser prescrito para alívio rápido, mas não é suficiente como única mudança após uma exacerbação que exigiu hospitalização. Além da farmacoterapia, devem ser reforçados cessação do tabagismo, vacinação, técnica inalatória, reabilitação pulmonar e avaliação de oxigenoterapia quando houver hipoxemia crônica documentada.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Persistência de dispneia e internação recente indicam controle insuficiente com LABA isolado.
- B: Incorreta. Corticoide inalatório não é a primeira associação apenas pela obstrução; sua indicação depende de exacerbações, eosinófilos e características clínicas.
- C: Correta. Associar LAMA ao LABA melhora broncodilatação e reduz sintomas/exacerbações em DPOC persistente.
- D: Incorreta. SABA pode ser medicação de resgate, mas não substitui a intensificação da terapia de manutenção após exacerbação grave.
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