Questão 52 — UNESP 2023
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A paciente apresenta choque séptico provável de foco urinário: infecção antecedente, alteração do nível de consciência, hipotensão profunda, taquicardia, taquipneia e hipoperfusão periférica. Além de cristaloide e noradrenalina, a prioridade é iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro imediatamente, idealmente dentro da primeira hora do reconhecimento do choque.
Antes dos antimicrobianos, culturas devem ser coletadas quando isso não causar atraso relevante. A escolha do esquema considera foco, epidemiologia local, exposição prévia a antibióticos e risco de resistência. O controle do foco — por exemplo, drenagem de obstrução urinária — deve ser avaliado precocemente.
O qSOFA é uma ferramenta de prognóstico/triagem e não deve ser usado isoladamente para diagnosticar ou excluir sepse. Procalcitonina pode auxiliar decisões posteriores, especialmente descalonamento em contextos selecionados, mas não deve ser usada para adiar tratamento de um paciente em choque. Dobutamina fica reservada a situações de baixo débito/disfunção cardíaca apesar de volume e pressão arterial adequados.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Dobutamina é predominantemente beta-adrenérgica e é reservada para disfunção miocárdica/hipoperfusão persistente, não rotina após noradrenalina.
- B: Correta. Em choque séptico, antimicrobianos empíricos adequados devem ser administrados o mais precocemente possível, idealmente em até 1 hora.
- C: Incorreta. qSOFA pode sinalizar risco, mas não é a melhor ferramenta diagnóstica nem deve substituir avaliação clínica e critérios de disfunção orgânica.
- D: Incorreta. Procalcitonina não deve atrasar ou decidir o início de antibiótico quando há forte suspeita clínica de choque séptico.
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