Questão 56 — UNESP 2023
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A alternativa A é a conduta recomendada. Pacientes que tinham insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e posteriormente apresentam melhora para valores acima de 40–50% são classificados como tendo fração de ejeção melhorada/recuperada, mas permanecem sob risco de recorrência.
Estudos de retirada terapêutica mostram elevada taxa de recaída da cardiomiopatia dilatada após suspensão de bloqueadores neuro-hormonais. Por isso, medicamentos modificadores de prognóstico devem ser mantidos mesmo quando sintomas desaparecem e a fração de ejeção normaliza, salvo contraindicação ou intolerância.
O tratamento contemporâneo da ICFER inclui beta-bloqueador, bloqueio do SRAA/ARNI, antagonista mineralocorticoide e inibidor de SGLT2. Neste caso, a questão não fornece motivo para retirar as drogas que resultaram em recuperação. A hipocinesia anterior ainda sugere substrato estrutural. A mensagem prática é que “FE recuperada” representa remissão funcional, não necessariamente cura da cardiomiopatia.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Recuperação da fração de ejeção não significa cura; retirar terapia modificadora aumenta risco de recaída da disfunção ventricular.
- B: Incorreta. Redução progressiva de bloqueadores neuro-hormonais não é recomendada apenas porque a fração de ejeção normalizou.
- C: Incorreta. Sacubitril/valsartana pode ter indicação em ICFER, mas não há necessidade de troca automática em paciente assintomático com FE recuperada.
- D: Incorreta. Não se recomenda reduzir pela metade terapias efetivas ao introduzir SGLT2; a estratégia é manter tratamento que levou à recuperação.
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