Questão 63 — UNESP 2023

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Após tratamento inicial de pneumotórax hipertensivo, o paciente mantém grande escape aéreo e enfisema subcutâneo progressivo. Isso indica que ainda há passagem importante de ar para a cavidade pleural e/ou drenagem insuficiente. Dentro das alternativas, a conduta imediata mais apropriada é colocar um segundo dreno torácico.
Antes e durante essa intervenção, deve-se conferir posição, permeabilidade, conexões e selo d'água do primeiro dreno. Persistência de fuga aérea volumosa também levanta suspeita de lesão traqueobrônquica, especialmente quando o pulmão não reexpande, situação em que broncoscopia e avaliação cirúrgica podem ser necessárias.
Toracotomia exploradora é reservada a indicações específicas, como hemotórax maciço, sangramento persistente, lesões cardíacas/vasculares ou lesão bronquial importante confirmada. Simplesmente reposicionar um dreno já funcionante pode interromper a única drenagem disponível. A questão prioriza garantir drenagem pleural efetiva antes de escalar para operação maior.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Persistência de grande escape aéreo e enfisema subcutâneo progressivo após drenagem sugere drenagem insuficiente; um segundo dreno pode restabelecer evacuação pleural.
- B: Incorreta. Toracotomia não é a primeira medida apenas por escape aéreo persistente sem outros critérios de lesão maior ou instabilidade refratária.
- C: Incorreta. Realocar um dreno funcional pode perder a drenagem existente; antes, deve-se garantir drenagem adicional adequada.
- D: Incorreta. Fisioterapia não corrige pneumotórax persistente nem grande fuga aérea traumática.
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