Questão 68 — UNESP 2023
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A alternativa B está correta. As técnicas laparoscópicas clássicas para hérnia inguinal — TEP (totalmente extraperitoneal) e TAPP (transabdominal pré-peritoneal) — são reparos sem tensão que utilizam uma tela protética posicionada no espaço pré-peritoneal.
A prótese cobre o orifício miopectíneo de Fruchaud, protegendo potenciais sítios de hérnia direta, indireta e femoral. Essa visão posterior é uma das vantagens anatômicas do acesso minimamente invasivo, especialmente em hérnias bilaterais ou recidivadas após reparo aberto anterior.
A técnica de Lichtenstein também usa tela, porém é abordagem aberta anterior destinada principalmente ao reparo inguinal. Mulheres apresentam maior risco proporcional de hérnia femoral e merecem avaliação cuidadosa desse espaço, mas hérnias inguinais continuam ocorrendo. Em encarceramento, a via cirúrgica é individualizada; laparotomia não é obrigatória para todos os casos.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Mulheres têm maior proporção relativa de hérnia femoral, mas hérnia inguinal ainda é mais frequente em números absolutos.
- B: Correta. Técnicas laparoscópicas TEP e TAPP são reparos posteriores sem tensão e utilizam prótese para cobrir o orifício miopectíneo.
- C: Incorreta. Lichtenstein é técnica aberta para hérnia inguinal; não é reparo padrão de hérnia femoral por si só.
- D: Incorreta. Encarceramento não exige laparotomia como abordagem inicial universal; a via depende de estabilidade, isquemia e experiência.
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