Questão 73 — UNESP 2023

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A tomografia mostra hemorragia intracraniana com extensão ventricular e hidrocefalia aguda, em paciente com Glasgow 7 e deterioração neurológica. O problema imediato é aumento da pressão intracraniana por obstrução da circulação do líquor. A conduta indicada é derivação/drenagem ventricular externa (DVE).
A DVE permite drenagem controlada do líquor e sangue intraventricular, além de monitorização da pressão intracraniana. É medida de emergência em hidrocefalia obstrutiva sintomática associada a hemorragia intraventricular.
Manitol ou solução hipertônica podem ser usados temporariamente quando há sinais de hipertensão intracraniana, mas não substituem a drenagem quando existe obstrução liquórica estrutural. Terceiroventriculostomia endoscópica tem papel em hidrocefalias obstrutivas selecionadas, geralmente não como primeira medida nesse contexto hemorrágico. Craniectomia descompressiva depende da localização e do efeito de massa e não trata diretamente a hidrocefalia demonstrada.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Craniectomia descompressiva é indicada para hipertensão intracraniana refratária em cenários específicos, não é a medida principal diante de hidrocefalia aguda.
- B: Incorreta. Terceiroventriculostomia não é primeira escolha na hidrocefalia aguda associada a hemorragia intraventricular.
- C: Correta. Hemorragia com sangue intraventricular, ventriculomegalia e rebaixamento importante indica drenagem ventricular externa para controlar hidrocefalia/pressão.
- D: Incorreta. Manitol pode ser ponte para hipertensão intracraniana, mas não resolve a obstrução liquórica provocada pelo sangue intraventricular.
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