Questão 74 — UNESP 2023
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A alternativa C está correta. A apneia obstrutiva do sono (AOS) provoca episódios repetidos de colapso da via aérea superior, hipóxia intermitente, despertares e ativação simpática. Esses mecanismos contribuem para risco cardiovascular e metabólico.
A AOS está associada de forma independente a hipertensão arterial, especialmente hipertensão resistente e ausência de descenso noturno, além de maior prevalência de resistência insulínica, diabetes tipo 2, dislipidemia e síndrome metabólica. Obesidade, sexo masculino, idade e alterações anatômicas de via aérea são fatores de risco importantes.
O CPAP é tratamento padrão para doença moderada/grave e para casos sintomáticos. Ele melhora sonolência e qualidade de vida e pode reduzir modestamente a pressão arterial, mas não “normaliza” obrigatoriamente a hipertensão. Perda de peso, manejo de fatores anatômicos e redução de álcool/sedativos também são relevantes. A prevalência varia muito conforme definição diagnóstica e população estudada.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Sexo masculino, e não feminino, é fator de risco clássico, além de obesidade e idade avançada.
- B: Incorreta. A prevalência depende do critério e da população e pode ser muito superior a 8–10%, especialmente em adultos com fatores de risco.
- C: Correta. Apneia obstrutiva do sono associa-se de forma independente a hipertensão, resistência insulínica/diabetes e síndrome metabólica.
- D: Incorreta. CPAP pode reduzir pressão arterial, sobretudo em aderentes e hipertensos resistentes, mas não garante normalização da hipertensão noturna.
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