Questão 75 — UNESP 2023
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A tríade de dor abdominal/dorsal súbita, massa abdominal pulsátil e choque é altamente sugestiva de aneurisma de aorta abdominal roto. A pressão inaudível e a perfusão periférica lentificada indicam instabilidade extrema, tornando o controle hemorrágico uma emergência.
Em paciente instável com diagnóstico clínico evidente, não se deve atrasar a intervenção para realizar tomografia. Deve-se acionar imediatamente a equipe vascular/cirúrgica, adotar ressuscitação hemostática e proceder ao reparo emergencial, aberto ou endovascular conforme anatomia, disponibilidade e logística. Na alternativa oferecida, laparotomia exploradora representa a abordagem definitiva disponível.
Em pacientes estáveis ou com diagnóstico incerto, a angiotomografia é muito útil para confirmar ruptura e planejar EVAR. Porém, o equilíbrio entre informação diagnóstica e atraso terapêutico muda completamente diante de choque profundo. O princípio de prova é reconhecer a ruptura e não postergar hemostasia por exame de imagem.
Análise das alternativas:
- A: Correta. Hipotensão profunda, dor súbita irradiada para dorso e massa pulsátil formam quadro clássico de aneurisma de aorta abdominal roto e exigem intervenção imediata.
- B: Incorreta. A paciente está em choque; não se deve atrasar tratamento definitivo para angiotomografia e planejamento eletivo.
- C: Incorreta. Em instabilidade extrema com diagnóstico clínico evidente, tomografia pode atrasar controle hemorrágico e não é etapa obrigatória.
- D: Incorreta. Exames laboratoriais e ultrassonografia seriada são inadequados diante de ruptura com choque hemorrágico.
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