Questão 8 — UNESP 2023

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O quadro é compatível com anafilaxia: após exposição provável a alérgeno, a criança apresenta manifestações cutâneas urticariformes associadas a sintomas respiratórios que não responderam ao beta-2 agonista. A intervenção de primeira linha é adrenalina intramuscular, aplicada na face anterolateral da coxa, sem esperar progressão para hipotensão.
A dose pediátrica usual é 0,01 mg/kg, respeitando os limites recomendados por faixa etária, podendo ser repetida em intervalos curtos se necessário. Anti-histamínicos ajudam no prurido e nas lesões cutâneas, e broncodilatadores podem ser usados se persistir broncoespasmo, mas ambos são adjuvantes. Corticoides têm início de ação tardio e não revertem rapidamente obstrução de via aérea ou choque.
Ressalva técnica: a alternativa D foi mantida porque corresponde ao gabarito oficial, mas a concentração escrita na prova merece atenção. Para administração intramuscular utiliza-se adrenalina 1 mg/mL (1:1.000). A apresentação 1:10.000 é tradicionalmente associada ao uso intravenoso em cenários específicos, como reanimação. O conceito avaliado pela banca é inequívoco: diante de anafilaxia, adrenalina IM deve ser administrada prontamente.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. Anti-histamínicos e corticoides são adjuvantes e não substituem adrenalina quando há anafilaxia com comprometimento respiratório.
- B: Incorreta. Broncodilatador pode ser adjuvante para broncoespasmo, mas não trata os mecanismos sistêmicos da anafilaxia.
- C: Incorreta. Fenoterol e corticoide não devem atrasar a adrenalina intramuscular, tratamento de primeira linha da anafilaxia.
- D: Correta pelo gabarito. O tratamento de primeira linha é adrenalina intramuscular; a concentração usual para IM é 1 mg/mL (1:1.000), não 1:10.000.
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