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UNESP 2024

Questão 21 — UNESP 2024

Ginecologia e Obstetrícia Obstetrícia Síndromes Hipertensivas da Gestação
Primigesta de 19 anos apresentou elevação da pressão arterial a partir de 26 semanas. Com 34 semanas, está em uso de metildopa 2 g/dia. Exames: PA 144 x 95 mmHg; proteinúria 700 mg/24h; ultrassom: peso fetal no percentil 2,5, oligoâmnio leve, diástole zero no Doppler da artéria umbilical e vasodilatação na artéria cerebral média. A conduta correta deve ser:
A Associar bloqueador de canal de cálcio e avaliar ducto venoso fetal.
B Discutir via de parto e resolver a gravidez.
C Iniciar ciclo de corticoide e programar resolução da gravidez.
D Associar bloqueador de canal de cálcio e iniciar ciclo de corticoide.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B.

A gestante apresenta pré-eclâmpsia (hipertensão após 20 semanas associada à proteinúria) e sinais claros de insuficiência placentária: peso fetal no percentil 2,5, oligoâmnio, ausência de fluxo diastólico na artéria umbilical e centralização fetal pela vasodilatação da cerebral média.

Com 34 semanas e comprometimento fetal importante, a conduta é estabilizar a mãe e resolver a gestação. A manutenção expectante aumenta risco de deterioração fetal, descolamento prematuro de placenta e complicações maternas da pré-eclâmpsia. A via de parto deve ser individualizada de acordo com apresentação, condições cervicais, vitalidade fetal e urgência clínica.

Corticoide antenatal é valioso em prematuridade, mas não deve postergar parto necessário por indicação materna ou fetal. A mesma lógica vale para escalonamento de anti-hipertensivos: eles controlam a pressão, porém não tratam a fisiopatologia placentária definitiva, cujo tratamento é o término da gestação.

Análise das alternativas:

  • A: Incorreta. A situação já apresenta comprometimento fetal importante; apenas intensificar anti-hipertensivo e avaliar ducto venoso posterga indevidamente a resolução.
  • B: Correta. Pré-eclâmpsia com 34 semanas associada a restrição fetal e diástole zero na artéria umbilical indica resolução da gestação após estabilização e definição da via.
  • C: Incorreta. Corticoide não deve atrasar a resolução em gestação de 34 semanas com pré-eclâmpsia e sinais de insuficiência placentária importante.
  • D: Incorreta. Associar anti-hipertensivo e manter a gestação não corrige o risco materno-fetal gerado pela doença placentária.

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