Questão 21 — UNESP 2024
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Alternativa Correta: B.
A gestante apresenta pré-eclâmpsia (hipertensão após 20 semanas associada à proteinúria) e sinais claros de insuficiência placentária: peso fetal no percentil 2,5, oligoâmnio, ausência de fluxo diastólico na artéria umbilical e centralização fetal pela vasodilatação da cerebral média.
Com 34 semanas e comprometimento fetal importante, a conduta é estabilizar a mãe e resolver a gestação. A manutenção expectante aumenta risco de deterioração fetal, descolamento prematuro de placenta e complicações maternas da pré-eclâmpsia. A via de parto deve ser individualizada de acordo com apresentação, condições cervicais, vitalidade fetal e urgência clínica.
Corticoide antenatal é valioso em prematuridade, mas não deve postergar parto necessário por indicação materna ou fetal. A mesma lógica vale para escalonamento de anti-hipertensivos: eles controlam a pressão, porém não tratam a fisiopatologia placentária definitiva, cujo tratamento é o término da gestação.
Análise das alternativas:
- A: Incorreta. A situação já apresenta comprometimento fetal importante; apenas intensificar anti-hipertensivo e avaliar ducto venoso posterga indevidamente a resolução.
- B: Correta. Pré-eclâmpsia com 34 semanas associada a restrição fetal e diástole zero na artéria umbilical indica resolução da gestação após estabilização e definição da via.
- C: Incorreta. Corticoide não deve atrasar a resolução em gestação de 34 semanas com pré-eclâmpsia e sinais de insuficiência placentária importante.
- D: Incorreta. Associar anti-hipertensivo e manter a gestação não corrige o risco materno-fetal gerado pela doença placentária.
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