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UNESP 2024

Questão 44 — UNESP 2024

Clínica Médica Cardiologia Doença Arterial Coronariana
Homem de 56 anos, com angina desencadeada por esforços intensos em evolução há 12 meses, sem piora funcional recente. AP: HAS, obesidade, em uso contínuo de atorvastatina 20 mg/dia, ramipril 5 mg/dia, carvedilol 6,25 mg 12/12h e AAS 100 mg/ dia. Ao exame físico: PA 142 x 94 mmHg; FC 82 bpm. Cateterismo cardíaco: obstruções de 80% em terço médio da artéria coronária direita e terço proximal da artéria circunflexa. Ecocardiograma: função sistólica do VE preservada, sem alterações da contratilidade segmentar em repouso. Cintilografia miocárdica: hipoperfusão transitória (isquêmica) no segmento médio apical da parede lateral do VE, com área de miocárdio em risco estimado em 7,5%. A conduta terapêutica mais adequada é
A Cirurgia de revascularização miocárdica.
B Otimizar o tratamento farmacológico.
C Angioplastia de artéria circunflexa (Cx) com stent farmacológico.
D Angioplastia de artérias Cx e coronária direita com stents farmacológicos.
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Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B.

O paciente tem doença arterial coronariana crônica estável, com angina apenas em esforços intensos, sem piora recente, função ventricular preservada e carga de isquemia estimada em 7,5%. Esse perfil favorece inicialmente tratamento clínico otimizado.

A estratégia deve incluir controle rigoroso de fatores de risco, estatina de alta intensidade/objetivo de LDL apropriado, antiagregação quando indicada, controle pressórico e terapia antianginosa. A dose de carvedilol e de estatina descritas ainda admite otimização, e a PA permanece acima da meta.

Em doença coronariana estável, revascularização é especialmente considerada para sintomas refratários apesar de tratamento otimizado, anatomias de alto risco ou grande carga isquêmica. A presença de estenoses angiográficas de 80% não determina, isoladamente, que a melhor conduta seja intervenção, sobretudo quando o risco isquêmico global é relativamente baixo e a função do VE é normal.

Análise das alternativas:

  • A: Incorreta. Cirurgia de revascularização não está indicada apenas por duas lesões sem tronco/esquerda proximal, disfunção ventricular ou grande carga isquêmica.
  • B: Correta. Angina estável, função ventricular preservada e carga isquêmica de 7,5% favorecem otimização do tratamento clínico antes de revascularização.
  • C: Incorreta. Angioplastia da circunflexa não demonstrou benefício prognóstico obrigatório em paciente estável com baixo/moderado território isquêmico e sintomas pouco limitantes.
  • D: Incorreta. Revascularizar ambas as lesões de rotina seria excessivo sem sintomas refratários ou grande carga isquêmica.

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