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UNESP 2024

Questão 73 — UNESP 2024

Cirurgia Geral Cirurgia de Cabeça e Pescoço Nódulos da Tireoide
Mulher de 40 anos apresenta nódulo em região central do pescoço, pouco acima da fúrcula esternal, há seis meses. Nega dor, disfagia, dispneia e rouquidão. AP: nega tabagismo, etilismo, história de câncer na família; rabdomiossarcoma em face na infância, com metástase linfonodal em região cervical, tratado com quimioterapia e radioterapia. Ao exame físico: nódulo de 2 cm, paratraqueal à direita, móvel à deglutição e indolor à palpação. Diante da hipótese de neoplasia maligna da tireoide, o subtipo mais provável e a melhor conduta são, respectivamente:
A Medular; solicitar punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por US e, de acordo com o resultado, avaliar a indicação de tireoidectomia.
B Medular; solicitar TSH e se nível abaixo do normal, solicitar US e, de acordo com as características do nódulo, avaliar a necessidade de PAAF.
C Papilífero; solicitar TSH e se nível abaixo do normal, solicitar cintilografia da tireoide e, na presença de um nódulo quente, realizar PAAF guiada por US.
D Papilífero; solicitar TSH e se nível normal ou acima, solicitar US e, de acordo com as características do nódulo, avaliar a necessidade de PAAF.
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Resposta Correta D
Comentário

Alternativa Correta: D.

História de radioterapia cervical na infância é fator de risco bem estabelecido para carcinoma papilífero da tireoide. O nódulo é móvel à deglutição, compatível com origem tireoidiana, e a ausência de sintomas compressivos não reduz a necessidade de estratificação oncológica.

A avaliação inicial de nódulo tireoidiano inclui TSH. Se o TSH estiver suprimido, a cintilografia ajuda a identificar nódulo hiperfuncionante (“quente”), que apresenta baixa probabilidade de malignidade e em geral não requer PAAF apenas por ser quente. Se o TSH estiver normal ou elevado, a próxima etapa é ultrassonografia com classificação de risco.

A indicação de PAAF depende do padrão ultrassonográfico e do tamanho do nódulo, com limiares menores em contextos de alto risco. O antecedente de radiação aumenta a preocupação e reforça seguimento rigoroso.

Análise das alternativas:

  • A: Incorreta. O subtipo mais provável após radioterapia cervical na infância é papilífero, não medular.
  • B: Incorreta. Além de o subtipo estar errado, TSH baixo direcionaria inicialmente para cintilografia e avaliação funcional, não simplesmente US/PAAF como descrito.
  • C: Incorreta. Nódulo quente em cintilografia tem baixo risco de malignidade e geralmente não é indicação de PAAF; além disso, o passo depende do TSH.
  • D: Correta. Radiação cervical prévia aumenta risco de carcinoma papilífero; com TSH normal/elevado, realiza-se US e decide-se PAAF conforme tamanho e características suspeitas.

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