Questão 55 — UNESP 2026
Homem de 67 anos de idade está internado em UTI devido a choque séptico de foco pulmonar, em tratamento há um dia com meropenem e vancomicina. Nas últimas 48 horas, apresentou elevação de Cr de 0,9 para 2,5 mg/dL e redução do débito urinário para 0,2 mL/kg/h nas últimas 24 horas. AP: IC com fração de ejeção de 25%, HAS e DM2. Exames laboratoriais: urina 1 com cilindros granulosos e células epiteliais tubulares; fração de excreção de sódio: 3,1%; pH: 7,22; pCO2: 27 mmHg; bicarbonato: 12 mEq/L; Na: 135 mEq/L; Cl: 112 mEq/L; lactato: 5,5 mmol/L; albumina: 2,4 mg/dL.
Os diagnósticos são acidose metabólica
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Temos um paciente com choque séptico que desenvolveu Lesão Renal Aguda (LRA) estágio 3 KDIGO (creatinina subiu de 0,9 para 2,5 mg/dL, ou seja, quase 3 vezes, associado a um débito urinário < 0,3 mL/kg/h por 24 horas). A presença de cilindros granulosos e FENa > 1% (3,1%) caracteriza a Necrose Tubular Aguda (NTA), de etiologia isquêmica (choque). Na gasometria, há acidose metabólica mista: uma de ânion-gap aumentado (acidose láctica pelo choque, lactato = 5,5) combinada com uma acidose hiperclorêmica (ânion-gap normal), já que o Cloro sérico encontra-se elevado (112 mEq/L), muito comum em pacientes ressuscitados com grandes volumes de soro fisiológico. Embora a nomenclatura da alternativa D esteja ligeiramente redundante, ela aponta corretamente para a hipercloremia e o estágio 3 isquêmico por sepse.
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