Questão 45 — UNIFESP 2020
O hormônio anti-mulleriano (AMH) é reconhecido como importante marcador da reserva ovariana. Qual das seguintes situações NÃO altera seu nível sérico?
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Alternativa Correta: E.
O hormônio anti-mülleriano (AMH) é uma glicoproteína dimérica pertencente à família do fator de crescimento transformador beta (TGF-beta), sintetizada exclusivamente pelas células da granulosa dos folículos ovarianos pré-antrais e antrais precoces (folículos de 2 a 9 mm de diâmetro). Na prática clínica e na medicina reprodutiva, o AMH é amplamente consagrado como o mais sensível e confiável marcador sérico da reserva ovariana.
Independência em Relação ao Ciclo Menstrual:
A principal e clássica vantagem clínica do AMH sobre os marcadores hormonais tradicionais (como FSH, LH, estradiol e inibina B) reside no fato de que sua produção folicular é gonadotrofina-independente. Consequentemente, as concentrações séricas de AMH permanecem praticamente constantes e estáveis ao longo de todas as fases do ciclo menstrual (fase folicular precoce, periovulatória e fase lútea), possibilitando sua amostragem laboratorial em qualquer dia do ciclo menstrual.
Fatores que Modificam os Níveis de AMH:
- Número de Folículos Antrais (CFA) e Volume Ovariano: Existe uma correlação linear positiva direta e bastante robusta entre a quantidade de folículos antrais visualizados na ultrassonografia, o volume ovariano e a dosagem de AMH. Mulheres com ovários aumentados e policísticos (SOP) apresentam valores marcadamente elevados de AMH, enquanto aquelas com baixa contagem e atrofia ovariana têm níveis baixos ou indetectáveis.
- Uso Prolongado de Contraceptivos Hormonais: Anticoncepcionais orais combinados promovem supressão crônica do recrutamento folicular através do bloqueio das gonadotrofinas hipofisárias, podendo provocar uma redução transitória de 20% a 30% nas dosagens de AMH sérico, que costumam retornar ao nível basal alguns meses após a suspensão.
- Vitamina D: O promotor do gene do AMH humano contém elementos de resposta à vitamina D (VDRE), e estudos clínicos demonstram correlação positiva entre níveis séricos de 25-hidroxivitamina D e AMH, com declínio transitório deste em estados graves de hipovitaminose D.
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