Questão 83 — UNIFESP 2022
Além da densidade mineral óssea, avaliada pela densitometria, a osteoporose pode ser diagnosticada por
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Alternativa Correta: A.
Segundo as diretrizes internacionais e nacionais de metabolismo ósseo (American Association of Clinical Endocrinology - AACE, Bone Health & Osteoporosis Foundation - BHOF e Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo - ABRASSO/SBEM), o diagnóstico de osteoporose pode ser firmado por dois critérios principais:
- 1. Critério Clínico (Fratura por Fragilidade): A constatação de uma fratura por fragilidade (definida como fratura que ocorre espontaneamente ou após trauma de baixo impacto, como queda da própria altura ou trauma mecânico menor que normalmente não fraturaria um osso sadio) em sítio anatômico clássico (fêmur proximal / quadril ou corpo vertebral, clínica ou morfométrica) em indivíduos com mais de 50 anos ou mulheres na pós-menopausa estabelece formalmente o diagnóstico clínico de osteoporose, dispensando a necessidade de densitometria óssea confirmatória prévia. Em outros sítios anatômicos maiores (úmero proximal, pelve ou rádio distal/antebraço), uma fratura por fragilidade na vigência de baixa massa óssea (osteopenia com T-escore entre -1,0 e -2,5) também sela o diagnóstico de osteoporose clínica.
- 2. Critério Densitométrico (DXA): Identificação de um T-escore igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão (DP) na densitometria óssea por dupla emissão de raios X (DXA) em coluna lombar (L1-L4), colo do fêmur ou fêmur total (ou rádio 33% em situações específicas).
Análise dos distratores:
- B (Incorreta): O Trabecular Bone Score (TBS) é um software complementar acoplado ao exame de DXA da coluna lombar que avalia a textura em escala de cinza e serve como estimador indireto da microarquitetura óssea trabecular. Ele é utilizado para refinar a estimativa do risco absoluto de fraturas pelo FRAX (FRAX ajustado pelo TBS), mas não estabelece diagnóstico isolado de osteoporose.
- C (Incorreta): A ultrassonometria quantitativa do osso (QUS) de calcâneo é uma ferramenta de triagem populacional em locais sem acesso à densitometria de raios X central; não possui validação diagnóstica de corte pelos critérios da OMS nem pode ser utilizada para monitoramento da resposta farmacológica terapêutica.
- D (Incorreta): A tomografia computadorizada periférica quantitativa de alta resolução (HR-pQCT) é um método tridimensional sofisticado empregado em protocolos de pesquisa científica avançada para avaliação microestrutural cortical e trabecular (“biópsia óssea virtual”), não fazendo parte do rol de critérios diagnósticos das diretrizes clínicas assistenciais.
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