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UNIFESP 2023

Questão 84 — UNIFESP 2023

Cirurgia Geral Cirurgia Vascular Aorta e Ramos

Homem, 60 anos de idade, assintomático, ao realizar ultrassom abdominal de rotina apresentou dilatação da aorta abdominal abaixo das artérias renais de 4,5 cm. Seguindo a recomendação da Diretriz Brasileira para o tratamento do aneurisma de aorta abdominal. Qual é a melhor abordagem para o caso?

A Angiotomografia de aorta abdominal.
B Ultrassonografia com Doppler a cada 6 meses.
C Correção cirúrgica endovascular.
D Correção cirúrgica aberta.
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Resposta Correta B
Comentário

Alternativa Correta: B.

De acordo com a Diretriz Brasileira para o Tratamento do Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) e os consensos internacionais (SVS, ESVS), a conduta preconizada para aneurismas assintomáticos baseia-se na correlação entre o risco de rotura e o risco cirúrgico do procedimento corretivo:

  • Limiares Cirúrgicos: A indicação de intervenção cirúrgica (seja por cirurgia aberta convencional ou reparo endovascular - EVAR) para aneurismas de aorta abdominal infra-renais assintomáticos ocorre quando o diâmetro transversal atinge ≥ 5,5 cm em homens (ou ≥ 5,0 cm em mulheres), ou na vigência de crescimento rápido documentado (expansão > 0,5 cm em 6 meses ou > 1,0 cm em 1 ano), ou em qualquer aneurisma sintomático (dor abdominal/lombar ou sinais de instabilidade).
  • Estratificação do Seguimento por Ultrassonografia:
    • Diâmetro entre 3,0 e 3,9 cm: ultrassonografia a cada 12 meses (ou a cada 2-3 anos para diâmetros próximos a 3 cm).
    • Diâmetro entre 4,0 e 4,9 cm (caso do paciente, com 4,5 cm): ultrassonografia com Doppler a cada 6 meses.
    • Diâmetro entre 5,0 e 5,4 cm: ultrassonografia ou angiotomografia a cada 3 a 6 meses.
  • Papel da Angiotomografia: A angiotomografia de aorta com contraste é o exame padrão para o estadiamento anatômico e planejamento da intervenção terapêutica (avaliação do colo aórtico, diâmetro e tortuosidade ilíacas para endoprótese). Sua realização em fase de vigilância de lesões pequenas não altera a conduta e expõe o paciente desnecessariamente a radiação ionizante e contraste iodado nefrotóxico.

Portanto, para este homem de 60 anos assintomático com AAA de 4,5 cm, a melhor conduta é o monitoramento ultrassonográfico semestral associado ao controle rigoroso de fatores de risco cardiovascular (cessação do tabagismo e controle pressórico com anti-hipertensivos/estatinas).

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