UNIFESP 2025
Questão 24 — UNIFESP 2025
Mulher, 60 anos de idade, em amenorreia há quatro anos, foi recentemente diagnosticada com anemia e na investigação apresenta os seguintes exames: TSH = 1,97 mUI/mL (VR 0,45 a 4,5 mUI/mL), T4 livre = 0,3 ng/dL (VR 0,9 a 1,8 ng/dL), FSH = 4,0 mUI/mL (VR 3,6 a 16,6 mUI/mL), LH = 1,6 mUI/mL (VR 1,1 a 11,1 mUI/mL), cortisol = 6,6 mcg/dL (VR 5,0 a 25 mcg/dL), ACTH = 12,6 pg/mL (VR < 46 pg/mL), IGF-1 = 64 ng/mL (VR 83 a 241 ng/mL), prolactina = 80 ng/dL (VR 5 a 25 ng/dL). A ressonância magnética da sela túrcica evidenciou lesão hipofisária de 3,5 x 2,8 x 3,1 cm em região selar compatível com adenoma hipofisário. Qual é a alternativa mais adequada?
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Resposta Correta
C
Comentário
A macrolesão selar associa-se à falência de vários eixos adeno-hipofisários. O T4 livre baixo com TSH inapropriadamente normal indica hipotiroidismo central; FSH e LH são inadequadamente baixos para uma mulher em pós-menopausa; IGF-1 está reduzido, e o eixo corticotrófico também merece avaliação. Esse conjunto sustenta pan-hipopituitarismo na lógica da questão. A prolactina elevada não exclui deficiência hipofisária: uma massa pode comprimir a haste e reduzir a chegada de dopamina, elevando a prolactina. Além disso, GH basal isolado não confirma deficiência porque sua secreção é pulsátil, podendo ser necessária avaliação dinâmica.
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