USP RP 2025
Questão 42 — USP RP 2025
Secundigesta, 27 anos, 28 semanas de idade gestacional, parceria sexual inconstante e início tardio de pré-natal. Na anamnese negou alterações clínicas compatíveis com sífilis. Sem alterações no exame físico e ginecológico/obstétrico. Exames laboratoriais: Quimioluminescência para sífilis reagente e Rapid Plasma Reagin (RPR) não reagente. Considerando as atuais diretrizes do Ministério da Saúde para o diagnóstico sorológico da sífilis, qual seria a melhor estratégia para este caso?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
C
Comentário
No caso apresentado, temos um teste treponêmico (quimioluminescência) reagente e um teste não treponêmico (RPR) não reagente. De acordo com o Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis do Ministério da Saúde, nessa situação de discordância, o próximo passo no fluxograma diagnóstico é solicitar um segundo teste treponêmico com metodologia diferente do primeiro (por exemplo, FTA-ABS, TPHA, ou Teste Rápido). Se o segundo teste treponêmico for reagente, confirma-se o diagnóstico de sífilis (cicatriz sorológica ou sífilis primária/tardia); se não reagente, considera-se o primeiro teste como falso-positivo. No entanto, lembre-se que, em gestantes, o tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após o primeiro teste treponêmico reagente, para evitar a transmissão vertical, enquanto se aguarda a investigação.
Parceria Exclusiva
Estratégia Med
Buscando cursos em vídeo? Garanta 10% de desconto no Estratégia Med.