USP RP 2025
Questão 45 — USP RP 2025
Primigesta, 30 anos, com 39 semanas, foi admitida para indução do trabalho de parto, por hipertensão controlada, assintomática. Exame físico geral normal. Altura uterina de 36cm, atividade uterina ausente, feto com boa vitalidade. A indução foi iniciada com misoprostol e, no segundo dia, com progressão do índice de Bishop de 2 para 6, foi continuada com infusão de ocitocina. Após 4 horas, se obteve a cardiotocografia exibida abaixo (Figura 1). Foram prescritos para a mãe decúbito lateral esquerdo, oxigenação em máscara, infusão rápida de soro fisiológico e interrupção da ocitocina. A cardiotocografia obtida após 30 minutos está demonstrada na Figura 2.
O exame cervical nesse momento mostrava colo centrado, curto, 7 cm, feto ODT, 1, bolsa rota. Qual é a melhor conduta nesse momento?

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Resposta Correta
D
Comentário
A cardiotocografia (Figura 1) antes das manobras evidencia taquissistolia (mais de 5 contrações em 10 minutos) com desacelerações tardias/variáveis graves, configurando padrão não tranquilizador. Foram instituídas medidas de ressuscitação intrauterina (DVE, oxigênio, hidratação, suspensão da ocitocina). Após 30 minutos, a Figura 2 mostra que a atividade uterina diminuiu, mas a frequência cardíaca fetal mantém um padrão não tranquilizador (linha de base normal, mas com variabilidade diminuída e ausência de acelerações, com padrão suspeito/desacelerações residuais). Diante de um padrão CTG suspeito ou anormal que não se resolve com medidas de ressuscitação, e estando a paciente no primeiro período do parto (dilatação de 7 cm, plano alto de De Lee), a via mais rápida de resolução é a cesariana de urgência para prevenir asfixia fetal.
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