USP SP 2023
Questão 31 — USP SP 2023
Gestante primigesta de 24 anos, 32 semanas e 5 dias de gestação, chega ao Pronto-Socorro da Obstetrícia referindo dor de cabeça de forte intensidade associada a náuseas e mal-estar gástrico. Ao exame clínico: PA de 152x115 mmHg, FC 82 bpm, dinâmica uterina presente e fraca, altura uterina de 34 cm, batimentos cardíacos fetais de 150 bpm, edema +++/4 de MMII, hiperreflexia patelar. Recebeu Hidralazina endovenosa e dose de ataque de Sulfato de Magnésio pelo esquema de Pritchard. Após 1 hora, refere dor abdominal de forte intensidade. Ao exame obstétrico, útero hipertônico e BCF 98 bpm. Foi encaminhada para o parto cesáreo com feto vivo, masculino, peso de 1.748 g e placenta com aspecto de descolamento de 20% de sua área total. Após histerorrafia, útero mostrava-se bastante amolecido, pastoso, hipoinvoluído. Foi realizada massagem uterina, seguida de infusão de ocitocina. Qual é o próximo passo?
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta
C
Comentário
Após o parto, o útero amolecido e hipoinvoluído indica atonia uterina, principal mecanismo de hemorragia pós-parto. A massagem e a ocitocina são medidas iniciais; persistindo hipotonia, a próxima opção farmacológica apresentada é misoprostol, que promove contração miometrial. A paciente tem doença hipertensiva grave, tornando derivados do ergot inadequados pelo risco de vasoconstrição e elevação da pressão arterial. O balão de Bakri e a sutura de B-Lynch são métodos de controle de sangramento que podem ser necessários se as medidas farmacológicas não resolverem a atonia. Na sequência proposta pela questão, entretanto, ainda cabe outro uterotônico antes dessas intervenções, com avaliação simultânea de sangramento, reposição necessária e causas associadas.
Parceria Exclusiva
Estratégia Med
Buscando cursos em vídeo? Garanta 10% de desconto no Estratégia Med.