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USP SP 2023

Questão 89 — USP SP 2023

Pediatria Neonatologia Assistência ao Recém-Nascido
Recém-nascido do sexo masculino, de 15 dias de vida, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. A mãe tem 40 anos, é quartigesta com três cesarianas anteriores, hipertensa crônica, recebeu assistência pré-natal adequada, tendo apresentado diabetes gestacional controlada com dieta. Não há antecedente familiar de surdez permanente e os pais não são consanguíneos. A criança nasceu com 37 semanas e 2 dias de idade gestacional, de parto cesariano com peso de 2.700 g, APGAR 7/9/10, permanecendo internada devido à icterícia neonatal tratada com fototerapia. Recebeu alta da maternidade no quinto dia de vida, com icterícia zona II de Krammer, sem outras alterações ao exame clínico. Assinale a alternativa correta considerando o caso acima.
A O recém-nascido não apresenta indicador de risco para perda auditiva e deve realizar exame de potenciais evocados auditivos do tronco encefálico até 30 dias de vida.
B O recém-nascido não apresenta indicador de risco para perda auditiva e deve realizar exame de emissões otoacústicas até 30 dias de vida.
C O recém-nascido apresenta indicador de risco para perda auditiva e deve realizar exame de emissões otoacústicas até 30 dias de vida.
D O recém-nascido apresenta indicador de risco para perda auditiva e deve realizar exame de potenciais evocados auditivos do tronco encefálico até 30 dias de vida.
Ver Resposta e Comentário
Resposta Correta B
Comentário
O enunciado não apresenta indicador clássico de risco para perda auditiva permanente. A icterícia foi tratada com fototerapia, sem referência à necessidade de exsanguineotransfusão, e a internação terminou no quinto dia de vida. Nesse contexto, a resposta oficial indica emissões otoacústicas até trinta dias de vida, como parte da triagem auditiva neonatal. O exame de potenciais evocados auditivos do tronco encefálico tem aplicação em situações específicas, incluindo investigação de crianças com determinados indicadores de risco ou conforme o protocolo de triagem. Os antecedentes obstétricos descritos, isoladamente, não justificam classificar este recém-nascido como portador do risco afirmado nas alternativas C e D.
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