Questão 55 — USP SP 2026
Criança, sexo masculino, 4 anos de idade, com antecedente de insuficiência renal crônica dialítica, portador de cateter de longa permanência, apresentou quadro de febre e tremores durante sessão de hemodiálise há 48 horas. Após estabilização inicial, foi internado em enfermaria de pediatria com prescrição de antibiótico parenteral. Ele está afebril há 24 horas, sem queixas, com sinais vitais dentro da normalidade. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, descorado +/4+, hidratado, anictérico, afebril e eupneico. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações, exame físico abdominal indolor, sem visceromegalias. A hemocultura central resultou positiva para Staphylococcus aureus, conforme tabela a seguir:
Não foi coletada hemocultura periférica na admissão por dificuldade de acesso. Foi realizado ecocardiograma, sem achados de vegetação, e retirado cateter de longa permanência. Qual a melhor conduta para esse paciente?

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Alternativa Correta: A. O caso ilustra uma clássica Infecção de Corrente Sanguínea Associada ao Cateter (ICS-CVC) por Staphylococcus aureus. Pacientes dialíticos com S. aureus em hemocultura demandam rigor na terapia clínica: deve-se garantir a remoção do cateter infectado (já procedida), afastar eventos metastáticos (ecocardiograma sem endocardite) e manter a terapia antibiótica venosa com cobertura para cepas resistentes (Vancomicina para MRSA, evidenciado pela resistência a oxacilina no antibiograma pressuposto) por um tempo prolongado, idealmente por pelo menos 14 dias contados após a primeira hemocultura negativa. A transição oral rápida não é permitida pelo alto risco de desfechos ruins.
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